A narcolepsia é
caracterizada por um quadro de sonolência diurna excessiva
com uma tendência de cair no sono em horas inapropriadas.
Esta sonolência pode ser desencadeada por situações
de estresse e não são aliviadas com uma boa quantidade
de sono à noite. Além deste quadro pode ocorrer
breve perda abrupta da força e controle muscular (cataplexia),
sensação de estar acordado e não conseguir
se mexer na cama (paralisa do sono) e alucinações
auditivas ou visuais que aparecem logo antes de iniciar o sono
(alucinações hipinagógicas).
A perda da força muscular pode ser específica a
um grupo muscular ou generalizada (neste caso, a pessoa chega
a cair no chão). Este quadro pode aparecer repentinamente
ou pode se desenvolver gradualmente. Ainda, a sonolência
excessiva pode ser o único sintoma.
A narcolepsia é uma doença de origem genética
que afeta parte do cérebro responsável pelo controle
do sono e da vigília.
Procurar um especialista é o passo inicial da investigação,
sendo importante descartar outras causas que possam estar interferindo
no sono. O diagnóstico é feito por uma avaliação
noturna do sono (polissonografia) e durante o
decorrer do dia seguinte ao exame, para avaliar 05 períodos
de cochilos diurnos. A narcolepsia quando diagnosticada não
pode ser curada, mas há medidas para controlar os sintomas
da doença. O tratamento vai depender do grau dos sintomas
e por isto deve ser programado individualmente com o médico
responsável pelo paciente. É importante salientar
que pessoas que sofrem de narcolepsia precisam ter cuidado com
atividades consideradas perigosas, como dirigir e cozinhar, pela
possibilidade de caírem no sono sem controle.